segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Design às Segundas



Tipografia cinética, pra começar. Sensacional essa de cima, pela animação e pelo tema — a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Muito mais por ele, até, que nesses tempos nos faz lembrar o quão longe estamos do que ele prega e quão longe estamos de uma humanidade só, embora heterogênea. O certo na contramão.


Da seção Coisas com as quais podemos viver sem, fica o saco de lanches anti-furto, do designer Sherwood Forlee. Genial e dispensável!



Por fim, o estúdio. Dessa vez é o Fred. Vira e mexe algum trabalho está nos melhores sites de design. Donos de uma criatividade impressionante e de uma simplicidade, assim, simples, o Fred nos faz achar graça e cria vontade até mesmo num copo com gelo.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Congratulações, Coltrane

Se estivesse vivo, John Coltrane faria ontem, 23 de setembro, 82 anos. Trompetista, jazzista e, muito mais, músico e artista, Trane elevou o jazz à erudição com manobras como "Coltranes Changes". Por outro lado, nunca tirou o jazz do seu suporte: o improviso, a intuição. Genial.

Giant Steps: Coltrane brinca com as possibilidades harmônicas


Davis e Coltrane: o melhor do cool jazz


O clássico: A Love Supreme


Bônus: Tito Puente e o swingado bebop Take Five, música tocada por Lisa e Bart no "episódio do jazz" — passou hoje na Globo.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Refugiados do Clima

Não é aquele ursinho da coca-cola?

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Mombojó + China =

Fui ao show do Mombojó e do China, no último sábado (13), no Studio SP. A Dona Guta, felizmente, ainda presenteia São Paulo com boas casas. Caso do Studio, cuja estrutura e ambiente põem mais próximos artistas e espectadores, espectadores e espectadores, espectadores e arte. O requisito básico pra entrar, pelo menos no line-up do mês, é que o artista esteja realmente colado em sua expressão. Aí é baba pro Mombojó. Descobri que pro China também.

Começando pelo sino-pernambucano que nunca tinha ouvido. Acompanhado da HStern Band — de ouro maciço e com lapidação no porvir —, China me estufou duma música digna da galera recifense-olindense. Pois essas são as cidades satélites do melhor rock (só?) que se produz no Brasil. E isso não é de hoje. O Camisa de Vênus foi a ponta de um inselberg. O corpo viria com o manguebeat de Chico, Nação e Mundo Livre. Dali pra frente o vento tomou de conta e fez o favor de espalhar as sementes da boa música. Brotou China, Mombojó, Cordel do Fogo Encantado, Bonsucesso Samba Clube, Eddie, Fóssil, Catarina dee Jah — as duas últimas ainda para serem escutadas pelo blogueiro.

O som de China é cheio de samples e riffs que se confundem. Pode ser electro house, new rave ou o que for: o eletrônico é a face-mor das novas influências, caracterizada pelo abraçar de uma tecnologia e o regurgitar novo desta — como fizera Lúcio Maia nos longínquos anos 90. Parece mesmo uma evolução do New Wave, bem perceptível em Câncer.

Votem no cara pro VMB: http://mtv.uol.com.br/vmb2008/cat_aposta.html


Falando em guitarrista, foi em Asas nos Pés que ouvi a pancada chinesa. Ora fazendo a linha melódica, ora passando o bastão pros samples, a guitarra é de acordes agressivos e intermitentes. Faz o tom potente da música. A bateria não lembra em nada o tambor do Maracatu. Não fosse a marcação de tempo e compasso difusa e quebrada. Pra completar a cozinha, o baixo sutil e, como não se tem visto ultimamente, presente em toda a música. Alicerce das horas necessárias.

Nos pés de China também deve ter algo mesmo, quem sabe asas. O cara tem uma dancinha inigualável, meio Jamiroquai, meio mestre-sala, meio ataque epilético. Tão personna quanto sua cantoria. Simples e voraz, daquela que quer alcançar todo mundo que está por perto sem nenhum floreio. A canção de Roberto Rei Carlos, Não quero mais seu amor, ficou pequena pra ele. Suas composições vem igualmente carregadas de uma megalomania bem chinesa. Na singeleza de cada coisa, como dormir e acordar, cai-se sobre um território vasto de sentimentos e sensações. Maior que a China, esse espaço da poesia é sempre explorado, mas nunca visto em sua infinitude. Tomara que o pernambucano continue nesta aventura, pois ainda há muito o que descobrir. Não só nas letras, mas também na melodia.

Finito o show do China, veio Mombojó. Veja bem, não foi assim: acaba uma coisa, respira, começa outra. Foi de lambuja China + Mombojó. Uma coisa junta na outra e dá nisso. O entrosamento entre os caras só valeu mais o ingresso. Digo que essa turma de meus conterrâneos de ascendência (existe isso?) ainda vai dar muito mais caldo.

Felipe: agora a gente é radiola de ficha?, sobre o esganiçado insistente por Duas Cores.


O show do Mombojó eu já tinha visto numa outra vida deles pra sampa. Foi em dezembro do ano passado, na choperia do Sesc. Dia bom. Logo de cara admirei as possibilidades levadas a cabo pelos caras. Rock novo, samba em toda a sua marcação, a suavidade do sopro, a ecleticidade sampleada. As letras vêm fácil, como em China, sem deixar a poiese. Foi tudo isso que vi em show. Confesso que não foi com todos os watts da primeira vez. Muitas músicas eram do segundo álbum, que não é de muito meu agrado (prontofalei). Nem por isso a performance foi menor. De lá pra cá o que vi foi um trabalho pensado em cima do som, das enes possibilidades — novamente elas. Algumas releituras e novos arranjos. Tudo que amplificasse a sonoridade de Felipe (bom nome) e companhia. Execuções memoráveis como Duas Cores (suplicado pela mina-mala-bêbada), Missa, Faaca O Céu, o Sol e o Mar me fazem esperar ansiosamente a próxima vinda deles.

Mombojó + China = música boa e dança peculiar...

Se todos os shows da noite (três, pra ser bem claro) se resumissem a uma música, seria mesmo a última. Olha que fechar com chave de ouro é difícil. China e HStern Band sobem ao palco para, junto de Mombojó, fazerem a maior concentração de recifenses e olindenses por metro quadrado da Augusta. Tocaram Deixe-se Acreditar. Dessa hora só consigo falar sobre o final, que demorou pra chegar. Que também o final do melhor do rock brasileiro esteja longe. A história da boa música nordestina esteja mais pra um romance que pra um cordel.

Obrigado ao Gian Lucca que gentilmente cedeu as fotos para serem postadas aqui!

sábado, 13 de setembro de 2008

Do ato, efeito ou origem de beber

Agora é o esquecimento...
Um grupo de cientistas da Universidade de Sussex, na Inglaterra, revelou que o álcool facilita a criação de memórias para eventos emocionais - na maior parte positivos - vividos antes da intoxicação e prejudica a criação de memórias para eventos - muitas vezes negativos - ocorridos depois do consumo abusivo de bebidas.
Os grifos são meus. Esse aí já deve ter feito muita captação (leia-se: ter ficado inúmeras vezes bêbado) pra chegar a essa conclusão. Ou não.

Seja como for, informação relevante não é o porquê da tal amnésia, mas sim como evitá-la! Ou não, também.

Por outro lado, o porquê daquilo que leva muitos à amnésia (leia-se: ter ficado bêbado vezes inúmeras) é de suma importância.

Ainda mais se se relacionar com a evolução (ou não, de novo) do homem.
"Ao contrário, eu afirmo que a agricultura surgiu de uma situação de abundância. A humanidade experimentou com o cultivo de cereais e utilizou o grão como complemento alimentício. A intenção inicial não era fazer pão com o grão, mas fabricar cerveja mediante sua fermentação"
Aaah, agora sim faz sentido.

fotos do flickr da querida clementina

Tenho a ligeira impressão de que esse post cairá no gosto de muitos amigos — a rodo, não, diria a litro!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Planeta Terra traz Offspring? [editado]

Saiu a line-up do Planeta Terra no blog da Ilustrada. Bloc Party vem como carro chefe, provavelmente com a turnê do novo álbum. Vale lembrar que eles também vão tocar no VMB — é uma premiação de um canal de televisão!

Bloc Party também na emetevê.

Se comparado com o Tim, parece que os festivais brasileiros estão buscando um equilíbrio entre o mainstream e o underground (aquele que era alternativo e hoje tem gente que gosta de chamar de indie). Enquanto o Planeta Terra também vai contar com (ex-)hypada Mallu Magalhães e os tarimbados Jesus and the Mary Chain, o Tim Festival tem na lista Kanye West e The National.

Dexter Holland e a nova fase cabelo esvoaçante.

Surpresa mesmo apenas a história do Offspring. Esses, sim, se vierem serão uma surpresa — e boto fé que vai ser uma surpresa boa. No site oficial dos caras existe um hiato entre o fim de outubro e o fim de novembro. O festival do Terra acontece dia 8 de novembro.

* Alexandre Matias levantou a bola: boatos do Queens of the Stone Age e do Broken Social Scene. Só falta vir o Rage Against the Machine!
Aí é pedir demais, e demais já é a esmola...A propósito, Tim o quê?!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Piadas de mau gosto

Seria o envio de tropas russas para o Caribe uma promoção inusitada do filme Watchmen? O (ainda) governo de Putin fará uma manobra militar junto da Venezuela na futura piscina do Barack (ou do McCain).
Ha! Pra quem não sabe, a graphic novel se passa na Guerra Fria. Vale a pena ler. Mas se você não descolar os quadrinho, dá uma olhada no que saiu de lá e vai ipsis literis para o filme.



E se for pro mundo acabar com uma Guerra Fria Reloaded, que seja antes da estréia desse filme do Dragon Ball. O Picollo parece o Pinhead.